Recanto das Letras

"SE É DE PELE, É PARA SEMPRE...”



Arrastam-se noites em dias sobrepostos


Uma, duas, três tatuagens distintas.


São marcos em minha pele expostos


Cicatrizes de alegrias disfarçadas


Tentativas erradas


Amores forjados


Essa tinta de cinzas extintas


Temporal e indelével



Adentra a pele


Consome-se em cores


Entranham-se em memórias


Assim entrelaçadas



Fazem parte de mim


Tatuadas na alma

Para sempre!


*****


POESIA ON-LINE/

MOTE PARA O DIA

26/11/08


Conheça meu cantinho:

INEZTEVES

VOCÊ


VOCÊ

Clique no título e ouça o áudio!

Teus olhos cintilam um prazer constante!

Teus lábios convidam a loucuras tais!

Tu és o melhor...
Único amante!

Sair deste delírio?
Acho que jamais!

Teu corpo convida a morrer de amor...

(meu ser estremece
por assim pensar!)

Teus braços...

Tua carne...

Quanto e quanto ardor!

Queria viver somente para te amar!

Teu corpo com esse sabor incomum

Tirou-me completamente o juízo...

Fizeste o que não fez outro nenhum,

Levaste-me do amor ao paraíso!

***************

"Dedicado aos amores impossíveis pois um não quer...
E quando um não quer, dois não se amam!"

Veja esse blog!!00:00

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Jardim do Éden


Malena



Certa pessoa adulta do sexo masculino habituara-se a acumular solidões como quem guarda pequenas moedas num saco escondido. Considerava malucos aqueles que defendiam que o ser humano se destacava pela capacidade de sociabilização. Os homens eram maus, inúteis. Só serviam para causar problemas uns aos outros. Não conseguiam criar verdadeiras amizades. Isso pressupunha que deveria haver uma abdicação do egoísmo. E qual era o animal que não gostava de roer o seu osso em paz, sem perturbações, sem partilhas?

Sendo um homem solitário, Adam não deixava de respirar. Por conseguinte, via-se obrigado a cumprir alguns dos rituais básicos da espécie: defecar, urinar, dormir, comer. E mais: tinha o vício dos livros. Chegava a sorrir perante a palavra escritor. Gostava tanto de palavras que vivia rodeado de papel e de canetas. Muitas vezes, com os olhos cansados de olhar para os seus textos, saía para a rua. No entanto, como não conhecia ninguém, nunca tirava os olhos do chão. E, quando alguém do passado o reconhecia e o chamava à distância, ele fingia não ouvir. Mas há-de sempre chegar o dia em que quem tem olhos e consegue ver é atingido pelos raios solares.

Ela chamava-se Eva e não gostava de escrever. Adam, que na maior parte dos dias não descolava o queixo do pescoço, viu-a a caminhar ao longe com cara de quem o poderia deitar abaixo com um só golpe. E a verdade é que, mal passou por ele, Eva deixou-lhe o coração pronto a explodir. Só não rebentou porque, no ponto mais alto do batimento cardíaco, o rapaz olhou para o céu, pedindo: «Eu mudo tudo, meu Deus, mas dá-me a oportunidade de a ter.» O sangue nas bochechas, o estômago colado às costas, o suor a escorrer testa abaixo. A vontade de cair para o lado, desmaiar, vir uma ambulância e levar o corpo para a enfermaria ou para dentro do féretro. Sendo fermentativo, o sentimento de A por B pode chegar ao topo de uma montanha, e daí ao céu e às estrelas.

Adam estava apaixonado por Eva. «Se existes, meu Deus, vais fazer com que esta mulher seja minha. Minha, só minha, até ao fim dos tempos.» Ela olhou para trás e sorriu. «Anda cá.» Ele foi. Ela abraçou-o.

O que fazer depois dos gestos? Nada. Deixar-se levar pelos acontecimentos. «Na tua casa ou na minha?» Ele preferia na dela. Chovia muito. Apanharam um táxi. Quando saíram da viatura, ainda caía água de lá de cima. Por esse motivo, tiveram que correr para se abrigarem. Ele abriu a gabardina e abrigou-a. «Pareces envergonhado», sussurrou ela. «Não costumo estar com pessoas.» Ela sorriu, julgando estar perante uma piada sedutora. «És a minha primeira namorada.»

A subir o prédio, ela rasgou-lhe a camisa com as unhas e pôs desgrenhado um cabelo habitualmente certinho. Ele pegou-a pela cintura e lambeu-lhe o pescoço. Os sapatos vermelhos dela ficaram pelo caminho. Na cama, todos nus, falaram a língua universal do sexo que toca no sexo. Apareceu a noite.

Naquele dia, Adam ganhou material para escrever sobre a dor.

00:00



Tu levaste a minha vida - Tony Carreira



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Ouça os áudios:
TATUAGEM


CAMINHEIRO

CAMINHEIRO

CAMINHEIRO

Vai caminhante por estradas tortuosas

Enfrenta teu caminho com gratidão e garra

Luta com tuas lágrimas empoeiradas

Vai por entre sendas duvidosas

Adentra as matas não antes desbravadas

Nas noites insones, ouve atento a voz do vento

Do pássaro noturno, de toda bicharada.

Segue caminheiro, tua estrada!

Quando teu corpo exaurido, pedir descanso

Procura água tépida do regato manso

Quando o suor do dia exalar sangrando a pele

Relaxa em águas turbulentas do sedento rio.

Vai meu amado caminhante só...

Amigos te esperam pra sorver o trago

O gosto da vitória que terás

Mulheres não hão de faltar

Em toda tua história, a completar

E quando, tua alma, ó caminheiro

Revolta em mistérios nessas lutas

Ouvir, na noite que te envolve,

Até de dia, a solidão...

Relembra da canção acalentada

Por tua “Dulcinéia ’’ namorada

Sorri para os que passam caminheiro!

Tiveste uma mulher apaixonada!

E se daí, onde estiveres, caminheiro

Ainda houver tempo e coração sincero

Olha ao redor pedante caminheiro

Se ainda é possível encontrá-la

Quem sabe teve forças pra seguir-te?

Talvez seja uma amante disfarçada!

Pseudo Despedida

Pseudo Despedida


Amigo,

A vida nem sempre nos permite viver o que desejamos.
Circuntâncias adversas tolhem nossos sonhos e lançam a nossa caminhada tropeços...
Minha mão está estendida à tua amizade, meu coração aberto a esse contato de pessoas adultas que se respeitam e seguem caminhos diferentes.
Se tu és forte, respeita minha sensibilidade aguçada e até meus desvarios em situações que reconheço, muitas vezes ridículas, mas das quais não consigo de pronto libertar-me!
Hoje mais que nunca detenho-me a contemplar o futuro como algo que desconheço, mas forço-me a desenhar sem tua companhia.
És para mim o doce reviver de "uns dias em maio", onde a solidão avassaladora, foi preenchida por tuas brincadeiras de viver!
Perdoa-me as réplicas e tréplicas inconvenientes à tua realidade.
Distinguir o sonho da realidade nem sempre é tarefa fácil aos solitários e carentes.
E afinal...tu nem imaginavas, bastante debilitada!
Dá-me o benefício do tempo a desgarrar-me de ti!
Carinhosamente
Tua e sempre amiga?

TATUAGEM

Clique no título e ouça a poesia recitada:


TATUAGEM


Fica calado, pois e te direi
A seiva que alimenta minh’alma

Lembrar dos dias contigo passados

Em suaves fados na madrugada

Onde mansa e ardilosamente

Arquitetaste a conquista com calma

Enlaçando devagar a presa esperada

Fica calado, pois e te direi

Singrei mares e de ti me enamorei

Assim encantada em suave adormecer

Quero agora acordar e não consigo

Todo o passado quero reviver

Poderias ao menos tornar-te amigo?

Tatuagem das palavras ditas

Marcas de um amor sonhado

Não maldigo as noites benditas

Amorteço agora é com teu enfado

São devaneios, sonhos entrepostos

A esta indelével tatuagem

Tua voz, rosto e corpo bem dispostos

Transmigram lado a lado qual miragem


É preciso ao corpo trazer dor

Remover aos poucos a tal sina

Retirar outra mentira de amor

Voltar a sorrir tal qual menina


Fala agora ídolo criado!

Diga-me o caminho do esquecer

Em minha vida estás tatuado

Tuas marcas não sei remover!


Portugal, Portugal de sonhos mil

Marcaste minha história com amor

Outrora descobriste meu Brasil

Devolve meu coração, leva esta dor!

***

Visitem meu cantinho:

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/inezteves

Deixas em Mim

Recados Para Orkut





Titulo: "Deixas em mim tanto de ti"
Artista: Pedro Abrunhosa e Bandemónio
Album: Intimidade






Ouça e envie outras musicas:

www.cartooes.com



NUVENS


NUVENS

E fez-se em nuvens o Sol que ontem se via

O tempo morno causa certa agonia

Promete chuva e não demora

E o Sol aceso continua

Violento, glorioso,

Perigoso?

O rosto nem sequer se anuvia

O coração se angustia

O Sol já vem

Lavando ao sabor do riso o medo

A ansiosa criança reclama

Quer ver arrebóis,

Sentir suor na pele,

Dourar a alma

Com chuva ou frio vem o sono e nostalgia

Abraça os restos de calor sorri

E espera

Sem entender espera!

Aprendeu a ser feliz com quimeras.

Cultiva restos de alegria!


Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 11/11/2008
Código do texto: T1278168

Minguante e EU!



Um dia incerto

Atravessando a rua, Ivone deparou-se com uma cena inusitada.Uma barata sendo torturada por um gatinho.
Ao ver aquilo imaginou e comparou a cena com os ataques que seu ego vinha sofrendo por realidades mentais inenarráveis.A barata era seu ego. Atacado, achincalhado e finalmente abatido por um bichano, que em outra situação seria um companheiro amável e dócil. Não para barata. Ali era um monstro.
Paradoxos, situações adversas, contradições da vida e Ivone segue. Sabe que ali é fácil deixar acontecer, pois o ciclo da vida se interpõe as conjecturas.
E segue tentando descobrir entre id e superego quem é o monstro e quem é o gato.
Afinal ela precisa deixar de sentir culpa sempre e por tudo.

ATITUDES



Deixou-se cair de costas na cama.

Fixou um ponto no teto.Olhou fixamente durante vários minutos.

Sua mente lutava entre dois caminhos.Duas atitudes a tomar.

Fechar os olhos e chorar ou levantar-se e faxinar a casa!

Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 03/11/2008
Código do texto: T1263657

Homenagem


MARTA, DOCE AMIGA!
Ela, minha doce amiga, falou-me dos tumores.Vinte e oito caroços.E os médicos não descobriam o que era.

Lembro-me que imediatamente pensei:CÂNCER!Entretanto não disse nada.Ouvi e acompanhei a Via Crucis, depois da descoberta.Aí, ela ficou inconformada a princípio.Como demoraram tanto a descobrir? Conjeturava.Nunca deixava de fazer os exames solicitados.

Enfim começou a quimioterapia. E eu fui morrendo.Fui covarde.Não consegui visitá-la muitas vezes.Aliás nem marquei quanto tempo durou a agonia.

Ainda não chorei todas as lágrimas.Sinto remorsos.Fui mais forte quando a outra amiga, Maria, se foi. Dessa vez sabia que não agüentaria.Ia chorar perto dela...

Agora tenho pena de mim.Fui eu que perdi.Que jóia preciosa é minha amiga!

Partiu pra longe de nós dia vinte e um de outubro...

Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 31/10/2008
Código do texto: T1257531

Declaração final da IX Cimeira Luso-Brasileira 2008-10-28

Portugal
República Portuguesa

Bandeira de Portugal
Selo da República Portuguesa
Bandeira Brasão de armas
Ver a imagem em tamanho originalArmas nacionais.

Salvador, 28 de outubro de 2008

Declaração Conjunta

"O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Primeiro-Ministro da República Portuguesa, José Sócrates, reuniram-se em Salvador, no Estado da Bahia, em 28 de outubro de 2008, por ocasião da IX Cimeira Brasil-Portugal. Os dois Chefes de Governo reiteraram os fraternos laços de amizade entre os dois países e passaram em revista o estado atual das relações bilaterais, bem como os principais temas de comum interesse da agenda internacional."

Na íntegra:

Portal do Governo




INVERSO





Inverso
Quero hoje versejar
Criar um poema e te amar
Parei de sofrer tanto
E aprendo a inventar
Algo em lugar do pranto
Pra apaixonar

SILENCIAR


SILENCIAR

Calo-me

Cálidos murmúrios

Cala-te dor

Cala-te amargura

Cálida ternura, revivo

Tapo-te a boca morte

Sobrevivo calejada e forte

Sôfrega e teimosa

Que morras tu, amargura

Risos sonhos e novas alianças

Enterro o choro

Crio e recrio na ternura

Desfazendo a desventura

Do elo perdido

A vida é uma aventura

Vale o que foi vivido
Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 29/10/2008
Código do texto: T1253592

ASQUEROSA


Por um instante parou e enojou-se da vida.Convulsionou e cuspiu o tédio incrustado.Desejou fugir, ter outro rosto.Ansiou que quando à rua lhe dissessem o nome não respondesse.Enfim não era ela.Sentiu-se ridícula e teve nojo da vida.Era sempre assim.Ao invés de bater apanhava.Ao invés de encarar fugia.Ao invés de odiar esquecia.Achava-se uma “santa de pau oco”.Por isso teve nojo.Não quis morrer.Mas vomitar numa latrina seus desgostos.

CARTAS


Trazem às vezes, recados...


Notícias do bem amado!


Trazem fofocas, bobagens...


Outras até sacanagens!.


Trazem dizeres bondosos


Que enlevam nossa alma...


Trazem coisas benfazejas


Que produzem, em nós, a calma!


Se são muitas eu bendigo


(como é bom se ter amigos!)


Se escasseiam... Fico triste...


Será que a amizade existe???


1988

Por um aniversário

Esqueci-me de marcar o aniversário do BLOG...
Faço-o hoje!
Foi dia 30/06/2008
Um ano de "Viver é Preciso!"

MANHAS E CANSAÇOS


Deitada em teus braços descanso

De minhas manhas...

Atiro-me a teu pescoço e satisfaço

A minha e tua indecorosa artimanha

Onde cansamos e descansamos

Satisfaço o meu cansaço

E em teu cansaço sorvo o abraço

Absorvo o teu delicioso gosto

E gosto

E gostas

E nosso gozo enternece os querubins

E ficamos assim

Entrelaçados em noites e manhãs

Memórias

Histórias

Ai de mim!

Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 23/10/2008
Código do texto: T1243292

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Citar a autoria de INEZTEVES e o site http://www.recantodasletras.uol.com.br/). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Decepção



Há dias sem Sol...

Onde as sombras precipitam-se nos recônditos d’alma...

Onde não há riso que aflore, não há nada que traga o frescor...

E nesses dias...a dor e a lembrança daqueles olhos claros!!

Daqueles malditos olhos que roubaram-lhe o sossego!

***fragmentos de "Diário as Avessas"

Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 19/10/2008
Código do texto: T1237524

ESTRELA


Estrela

Engoli seco outra vez,
Outra vez "tremi nas bases"

Tremi de insegurança,
Agitando a confiança
Refleti: "Ser ou não ser?"

Senti o peso da vida
Senti a dor da ferida,
De viver num mundo louco
Trabalhando sem descanso
E recebendo tão pouco!

Sou professor e daí?!?

Alguém "aí" no Brasil
Precisa de professor?

Sou apenas "fessorinha"
...
"Funaro_foi o maior!"
"Tancredo_Que grande homem"
"Dina Sfat_Grande atriz"

"Escadinha?_Sei quem foi!"

"Professores?
Do primário??!!

(ou se a custo conseguiu
ensino universitário??)

Não confio muito neles,
Falam tantas abobrinhas!
Alguns escrevem errado...
Deviam estudar mais!!"

...
Volto agora do delírio

Eu , fessora, sou mais uma
Consciente do valor
Que temos para os pequenos
Que sentam em nossas salas
que crescem junto conosco

Que nos bebem, nos devoram
E podem ser no futuro
O que talvez não sejamos
Por escolher no Brasil
Uma linda profissão
Que não tem valor nenhum!

...
Não vou ficar na história
Se morrer de infecção
Se estiver cancerosa
Se parar o coração...
Ou enlouquecer de vez,
e tornar-me perigosa!!!

Com as contas a pagar
e tão pouco a receber
Só consigo a proeza
De ir pro SPC...

...
Mas aqui fora do reino
Descobrimos o valor
De se doar tanto, por pouco!

Sou ESTRELA
Todo ano, estréio em minha sala!

Minha platéia querida
Me aplaude sem saber
Que talvez, lá no futuro,
Seja um nobre senador,
Eminente deputado
Ou grande governador!!!
...
E esqueça as origens,
e esqueça de aumentar
Salário de professor!

(Inês em 1990)
Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 12/09/2007
Código do texto: T648663

Desculpas


D esse jeito não há jeito!

O corpo está febril demais

E a cabeça?

N em te conto amigo!

T antas noites insones

E agora uma gripe!

Poema XX: Neruda en la voz de Alex Ubago



Poema XX
Pablo Neruda

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.


Escribir, por ejemplo: " La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".


El viento de la noche gira en el cielo y canta.


Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.


En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.


Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.


Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.


Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como pasto el rocío.


Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.


Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.


Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.


La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.


Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.


De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.


Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.


Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.


Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.

Voto





04/10/08
Amanhã





V olto a minha cidade hoje

O nde nasci, cresci e vivo

T enho que exercer meu direito

O nde lembro: “Viver é Preciso!”



Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 04/10/2008
Código do texto: T1211471

ELEIÇÕES??Mostra a tua CARA!


Homenagem Póstuma

Apodreceu o cerne
Sentiu o tronco!
Destilou orvalho dia e noite
Nos poros quentes de vontade
Vontade de viver

A raiz lutava
A chuva de vermes
Fustigava...
e a planta soçobrava

Lutou a planta e resistiu
por muito,
Buscou ajuda e recebeu de alguns

A planta mãe abriu seus galhos
e buscou com força proteção

A planta pai, tronco ferido retezou
Também lutou.
Murcharam folhas e caíram
Enquanto o vento fustigava atroz.

A seiva minou
A árvore secava,
Mas a beleza do sussurro
E da luz que irradiava
Revivia e alegrava

Iluminou a selva de concreto
Enquanto soçobrava!
E gorjeava em tons cálidos, gostosos
Aquele pássaro que a planta mágica
Encarnara.

Em simbiose verdadeira
Planta e pássaro enfeitaram
Esse mundo conturbado
Por décadas, por anos...
...
Ai!
Que pancada!

A árvore foi derrubada!
(Enterrada ou cremada?)

E o pássaro?

Gorjeia agora nos ouvidos
Dessa selva de concreto
Que às vezes
Perigosa e indiferente,
Não escuta,
Não entende
Nem pretende!

Ideologia?!?

Procura e busca a tua!
A planta achou.
O pássaro que lembra a planta
Pra te lembrar ficou.

Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 12/09/2007
Código do texto: T648689

Morte em vida...



10.02.2008
Morte em vida...

Se disser que vivo
Acredito!
Então por que tolher a liberdade?
Arrancar raízes, tirar a vida...
Esse mundo não existe
Onde a vida é breve
O homem se atreve
Enriquece
Enobrece
ou empobrece
Palco da vida.
Reaparece.
Com dores
Sabores e
cores.


Homenagem Póstuma




Homenagem Póstuma