Homenagem


MARTA, DOCE AMIGA!
Ela, minha doce amiga, falou-me dos tumores.Vinte e oito caroços.E os médicos não descobriam o que era.

Lembro-me que imediatamente pensei:CÂNCER!Entretanto não disse nada.Ouvi e acompanhei a Via Crucis, depois da descoberta.Aí, ela ficou inconformada a princípio.Como demoraram tanto a descobrir? Conjeturava.Nunca deixava de fazer os exames solicitados.

Enfim começou a quimioterapia. E eu fui morrendo.Fui covarde.Não consegui visitá-la muitas vezes.Aliás nem marquei quanto tempo durou a agonia.

Ainda não chorei todas as lágrimas.Sinto remorsos.Fui mais forte quando a outra amiga, Maria, se foi. Dessa vez sabia que não agüentaria.Ia chorar perto dela...

Agora tenho pena de mim.Fui eu que perdi.Que jóia preciosa é minha amiga!

Partiu pra longe de nós dia vinte e um de outubro...

Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 31/10/2008
Código do texto: T1257531

Declaração final da IX Cimeira Luso-Brasileira 2008-10-28

Portugal
República Portuguesa

Bandeira de Portugal
Selo da República Portuguesa
Bandeira Brasão de armas
Ver a imagem em tamanho originalArmas nacionais.

Salvador, 28 de outubro de 2008

Declaração Conjunta

"O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Primeiro-Ministro da República Portuguesa, José Sócrates, reuniram-se em Salvador, no Estado da Bahia, em 28 de outubro de 2008, por ocasião da IX Cimeira Brasil-Portugal. Os dois Chefes de Governo reiteraram os fraternos laços de amizade entre os dois países e passaram em revista o estado atual das relações bilaterais, bem como os principais temas de comum interesse da agenda internacional."

Na íntegra:

Portal do Governo




INVERSO





Inverso
Quero hoje versejar
Criar um poema e te amar
Parei de sofrer tanto
E aprendo a inventar
Algo em lugar do pranto
Pra apaixonar

SILENCIAR


SILENCIAR

Calo-me

Cálidos murmúrios

Cala-te dor

Cala-te amargura

Cálida ternura, revivo

Tapo-te a boca morte

Sobrevivo calejada e forte

Sôfrega e teimosa

Que morras tu, amargura

Risos sonhos e novas alianças

Enterro o choro

Crio e recrio na ternura

Desfazendo a desventura

Do elo perdido

A vida é uma aventura

Vale o que foi vivido
Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 29/10/2008
Código do texto: T1253592

ASQUEROSA


Por um instante parou e enojou-se da vida.Convulsionou e cuspiu o tédio incrustado.Desejou fugir, ter outro rosto.Ansiou que quando à rua lhe dissessem o nome não respondesse.Enfim não era ela.Sentiu-se ridícula e teve nojo da vida.Era sempre assim.Ao invés de bater apanhava.Ao invés de encarar fugia.Ao invés de odiar esquecia.Achava-se uma “santa de pau oco”.Por isso teve nojo.Não quis morrer.Mas vomitar numa latrina seus desgostos.

CARTAS


Trazem às vezes, recados...


Notícias do bem amado!


Trazem fofocas, bobagens...


Outras até sacanagens!.


Trazem dizeres bondosos


Que enlevam nossa alma...


Trazem coisas benfazejas


Que produzem, em nós, a calma!


Se são muitas eu bendigo


(como é bom se ter amigos!)


Se escasseiam... Fico triste...


Será que a amizade existe???


1988

Por um aniversário

Esqueci-me de marcar o aniversário do BLOG...
Faço-o hoje!
Foi dia 30/06/2008
Um ano de "Viver é Preciso!"

MANHAS E CANSAÇOS


Deitada em teus braços descanso

De minhas manhas...

Atiro-me a teu pescoço e satisfaço

A minha e tua indecorosa artimanha

Onde cansamos e descansamos

Satisfaço o meu cansaço

E em teu cansaço sorvo o abraço

Absorvo o teu delicioso gosto

E gosto

E gostas

E nosso gozo enternece os querubins

E ficamos assim

Entrelaçados em noites e manhãs

Memórias

Histórias

Ai de mim!

Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 23/10/2008
Código do texto: T1243292

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Decepção



Há dias sem Sol...

Onde as sombras precipitam-se nos recônditos d’alma...

Onde não há riso que aflore, não há nada que traga o frescor...

E nesses dias...a dor e a lembrança daqueles olhos claros!!

Daqueles malditos olhos que roubaram-lhe o sossego!

***fragmentos de "Diário as Avessas"

Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 19/10/2008
Código do texto: T1237524

ESTRELA


Estrela

Engoli seco outra vez,
Outra vez "tremi nas bases"

Tremi de insegurança,
Agitando a confiança
Refleti: "Ser ou não ser?"

Senti o peso da vida
Senti a dor da ferida,
De viver num mundo louco
Trabalhando sem descanso
E recebendo tão pouco!

Sou professor e daí?!?

Alguém "aí" no Brasil
Precisa de professor?

Sou apenas "fessorinha"
...
"Funaro_foi o maior!"
"Tancredo_Que grande homem"
"Dina Sfat_Grande atriz"

"Escadinha?_Sei quem foi!"

"Professores?
Do primário??!!

(ou se a custo conseguiu
ensino universitário??)

Não confio muito neles,
Falam tantas abobrinhas!
Alguns escrevem errado...
Deviam estudar mais!!"

...
Volto agora do delírio

Eu , fessora, sou mais uma
Consciente do valor
Que temos para os pequenos
Que sentam em nossas salas
que crescem junto conosco

Que nos bebem, nos devoram
E podem ser no futuro
O que talvez não sejamos
Por escolher no Brasil
Uma linda profissão
Que não tem valor nenhum!

...
Não vou ficar na história
Se morrer de infecção
Se estiver cancerosa
Se parar o coração...
Ou enlouquecer de vez,
e tornar-me perigosa!!!

Com as contas a pagar
e tão pouco a receber
Só consigo a proeza
De ir pro SPC...

...
Mas aqui fora do reino
Descobrimos o valor
De se doar tanto, por pouco!

Sou ESTRELA
Todo ano, estréio em minha sala!

Minha platéia querida
Me aplaude sem saber
Que talvez, lá no futuro,
Seja um nobre senador,
Eminente deputado
Ou grande governador!!!
...
E esqueça as origens,
e esqueça de aumentar
Salário de professor!

(Inês em 1990)
Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 12/09/2007
Código do texto: T648663

Desculpas


D esse jeito não há jeito!

O corpo está febril demais

E a cabeça?

N em te conto amigo!

T antas noites insones

E agora uma gripe!

Poema XX: Neruda en la voz de Alex Ubago



Poema XX
Pablo Neruda

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.


Escribir, por ejemplo: " La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".


El viento de la noche gira en el cielo y canta.


Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.


En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.


Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.


Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.


Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como pasto el rocío.


Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.


Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.


Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.


La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.


Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.


De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.


Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.


Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.


Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.

Voto





04/10/08
Amanhã





V olto a minha cidade hoje

O nde nasci, cresci e vivo

T enho que exercer meu direito

O nde lembro: “Viver é Preciso!”



Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 04/10/2008
Código do texto: T1211471

ELEIÇÕES??Mostra a tua CARA!


Homenagem Póstuma

Apodreceu o cerne
Sentiu o tronco!
Destilou orvalho dia e noite
Nos poros quentes de vontade
Vontade de viver

A raiz lutava
A chuva de vermes
Fustigava...
e a planta soçobrava

Lutou a planta e resistiu
por muito,
Buscou ajuda e recebeu de alguns

A planta mãe abriu seus galhos
e buscou com força proteção

A planta pai, tronco ferido retezou
Também lutou.
Murcharam folhas e caíram
Enquanto o vento fustigava atroz.

A seiva minou
A árvore secava,
Mas a beleza do sussurro
E da luz que irradiava
Revivia e alegrava

Iluminou a selva de concreto
Enquanto soçobrava!
E gorjeava em tons cálidos, gostosos
Aquele pássaro que a planta mágica
Encarnara.

Em simbiose verdadeira
Planta e pássaro enfeitaram
Esse mundo conturbado
Por décadas, por anos...
...
Ai!
Que pancada!

A árvore foi derrubada!
(Enterrada ou cremada?)

E o pássaro?

Gorjeia agora nos ouvidos
Dessa selva de concreto
Que às vezes
Perigosa e indiferente,
Não escuta,
Não entende
Nem pretende!

Ideologia?!?

Procura e busca a tua!
A planta achou.
O pássaro que lembra a planta
Pra te lembrar ficou.

Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 12/09/2007
Código do texto: T648689