Por um instante parou e enojou-se da vida.Convulsionou e cuspiu o tédio incrustado.Desejou fugir, ter outro rosto.Ansiou que quando à rua lhe dissessem o nome não respondesse.Enfim não era ela.Sentiu-se ridícula e teve nojo da vida.Era sempre assim.Ao invés de bater apanhava.Ao invés de encarar fugia.Ao invés de odiar esquecia.Achava-se uma “santa de pau oco”.Por isso teve nojo.Não quis morrer.Mas vomitar numa latrina seus desgostos.
ASQUEROSA
à(s) sábado, outubro 25, 2008 Ines P. Esteves, Rio de Janeiro,Conade amor, Amortece, recanto das letras, Rupturas no divã
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