ASQUEROSA


Por um instante parou e enojou-se da vida.Convulsionou e cuspiu o tédio incrustado.Desejou fugir, ter outro rosto.Ansiou que quando à rua lhe dissessem o nome não respondesse.Enfim não era ela.Sentiu-se ridícula e teve nojo da vida.Era sempre assim.Ao invés de bater apanhava.Ao invés de encarar fugia.Ao invés de odiar esquecia.Achava-se uma “santa de pau oco”.Por isso teve nojo.Não quis morrer.Mas vomitar numa latrina seus desgostos.

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