sábado, 14 de novembro de 2009

Isso é para você!



Despeço-me mais uma vez...Da vida virtual, maldita nos bate papos forjados e mentiras hediondas, coroadas pela exclusão sem adeus de uma vítima incauta da solidão...De meus poemas incoerentes e sem métrica nem rima...Meus poemas que são filhos gerados da incerteza da vida e da pobreza em recursos, misturados ao cansaço e as tentaivas sem sucesso em "abraçar o mundo com as pernas!"
Deixo aqui minha mensagem de final de Ano e Feliz 2010,2011,2012...até onde iremos?


Sabemos em nosso íntimo que terá um fim...eu num belo dia virarei outra coisa que não eu...e voarei ou dormirei eternamente!


Crenças diversas em diferentes religiões afirmam e sabemos pois a Ciência e a relidade mostram:nascer, crescer, reproduzir e morrer!


Mas ainda que muitos não creiam em felicidade eterna, morte do mal, vencedores afinal, sei que você saberá que eu, acredito em um Deus que providenciou salvação em Jesus Cristo e que esse nojo de política, desses discursos sem fim, dessas falcatruas que levam nossos impostos ao deleite de poucos, terão fim...Que a marginalidade findará, que o mal e o sangue dos inocentes será requerido de seus algozes!Que os charlatões na política, na religião e no amor pagarão por seus atos!


Sei que não vim aqui só a passeio, embora meu Deus tenha me dado oportunidade e riso inigualáveis...Fui e sou feliz com arroz feijão e ovo...alegria do povo.Reconheço que certo conforto é maravilhoso, que filas em PAMs e médicos populares dói mais que a dor que já doía...mas sei que o riso de minha amiga Maria era o mais gostoso, sem luxo, sem verbetes, sem canudos, sem pragmatismos ou vernáculos...


Maria e muitas outra pessoas:Meu filho em criança e hoje, quando faz piadas.Minha neta brincando de gente grande, as mãozinhas da sobrinhas,o riso do sobrinhos.Chamar isso de quimera é pecado!Isso é a verdadeira riqueza!


Lembrar de meu irmãos, quando se juntam...de meu tio na viagem fazendo o que fazia com prazer:piadas!


A vida me ensinou a desvendar e gostar de miudezas...mas tive momentos de luxo!


Graças a uma fatalidade fui parar em Florianópolis e passei uma noite com meu filho num local incrível!Foi o maior luxo que já tive até agora!Estou amargando as parcelas de tal arte, mas valeu a pena!


Foi, apesar dos infortúnios que me levaram a essa viagem, um luxo!


Lembro a você que certa amargura pelos internautas que são gentezinha sem escrúpulos, que esta sou eu!Sem máscaras...Sei mentir, mas prefiro a verdade!


Ah...desculpe ok? Estou ainda sufocada pelo trem lotado que enfrentei anteontem...


Foi degradante ficar sendo literalmente amassada e pensando na safadeza dessa gente que não cuida da dignidade do trabalhador, que vai e volta espremido e ainda paga por isso!


Além disso, época de fim de ano sempre me deprimiu...E vai fazer um ano que tive a experiência mais bonita em meus 50...Com fé em Deus seguirei!


Afinal eu creio!


Até...


=)

Inezteves


Publicado no Recanto das Letras em 14/11/2009

domingo, 1 de novembro de 2009

Sólo tengo ojos para tí--Juan Luis Guerra

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

LA CANCIÓN DESESPERADA

LA CANCIÓN DESESPERADA

Emerge tu recuerdo de la noche en que estoy.
El río anuda al mar su lamento obstinado.

Abandonado como los muelles en el alba.
Es la hora de partir, oh abandonado!

Sobre mi corazón llueven frías corolas.
Oh sentina de escombros, feroz cueva de náufragos!

En ti se acumularon las guerras y los vuelos.
De ti alzaron las alas los pájaros del canto.

Todo te lo tragaste, como la lejanía.
Como el mar, como el tiempo. Todo en ti fue naufragio!

Era la alegre hora del asalto y el beso.
La hora del estupor que ardía como un faro.

Ansiedad de piloto, furia de buzo ciego,
turbia embriaguez de amor, todo en ti fue naufragio!

En la infancia de niebla mi alma alada y herida.
Descubridor perdido, todo en ti fue naufragio!

Te ceñiste al dolor, te agarraste al deseo.
Te tumbó la tristeza, todo en ti fue naufragio!

Hice retroceder la muralla de sombra,
anduve más allá del deseo y del acto.

Oh carne, carne mía, mujer que amé y perdí,
a ti en esta hora húmeda, evoco y hago canto.

Como un vaso albergaste la infinita ternura,
y el infinito olvido te trizó como a un vaso.

Era la negra, negra soledad de las islas,
y allí, mujer de amor, me acogieron tus brazos.

Era la sed y el hambre, y tú fuiste la fruta.
Era el duelo y las ruinas, y tú fuiste el milagro.

Ah mujer, no sé cómo pudiste contenerme
en la tierra de tu alma, y en la cruz de tus brazos!

Mi deseo de ti fue el más terrible y corto,
el más revuelto y ebrio, el más tirante y ávido.

Cementerio de besos, aún hay fuego en tus tumbas,
aún los racimos arden picoteados de pájaros.

Oh la boca mordida, oh los besados miembros,
oh los hambrientos dientes, oh los cuerpos trenzados.

Oh la cópula loca de esperanza y esfuerzo
en que nos anudamos y nos desesperamos.

Y la ternura, leve como el agua y la harina.
Y la palabra apenas comenzada en los labios.

Ese fue mi destino y en él viajó mi anhelo,
y en él cayó mi anhelo, todo en ti fue naufragio!

Oh, sentina de escombros, en ti todo caía,
qué dolor no exprimiste, qué olas no te ahogaron!

De tumbo en tumbo aún llameaste y cantaste.
De pie como un marino en la proa de un barco.

Aún floreciste en cantos, aún rompiste en corrientes.
Oh sentina de escombros, pozo abierto y amargo.

Pálido buzo ciego, desventurado hondero,
descubridor perdido, todo en ti fue naufragio!

Es la hora de partir, la dura y fría hora
que la noche sujeta a todo horario.

El cinturón ruidoso del mar ciñe la costa.
Surgen frías estrellas, emigran negros pájaros.

Abandonado como los muelles en el alba.
Sólo la sombra trémula se retuerce en mis manos.

Ah más allá de todo. Ah más allá de todo.

Es la hora de partir. Oh abandonado!

Pablo Neruda, 1924

É Festa!


É FESTA ATÉ O SOL RAIAR!
DENSA NOITE...

AFUGENTO O SONO...
NASCE O DESEJO...
DE LÚCIDOS LAMPEJOS...
O AMOR...O EROTISMO...

TRISTEZA?NÃO!!ESSA SE FOI...
RESTA A VONTADE...
E A SOFREGUIDÃO...
GULA DE ALMA SEQUIOSA!
UM TRÊMULO BEIJO DE VIDA...
A FESTA RECOMEÇA!!!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

LIBERDADE

FERNANDO
PESSOA

    LIBERDADE
    (Interpretado na voz de João Villaret)

    Ai que prazer
    não cumprir um dever.
    Ter um livro para ler
    e não o fazer!
    Ler é maçada,
    estudar é nada.
    O sol doira sem literatura.
    O rio corre bem ou mal,
    sem edição original.
    E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
    como tem tempo, não tem pressa...

    Livros são papéis pintados com tinta.
    Estudar é uma coisa em que está indistinta
    A distinção entre nada e coisa nenhuma.

    Quanto melhor é quando há bruma.
    Esperar por D. Sebastião,
    Quer venha ou não!

    Grande é a poesia, a bondade e as danças...
    Mas o melhor do mundo são as crianças,
    Flores, música, o luar, e o sol que peca
    Só quando, em vez de criar, seca.

    E mais do que isto
    É Jesus Cristo,
    Que não sabia nada de finanças,
    Nem consta que tivesse biblioteca...

    Fernando Pessoa

Entre o Sono e o Sonho...

      "Entre o sono e sonho,
      Entre mim e o que em mim
      É o quem eu me suponho
      Corre um rio sem fim.

      Passou por outras margens,
      Diversas mais além,
      Naquelas várias viagens
      Que todo o rio tem.

      Chegou onde hoje habito
      A casa que hoje sou.
      Passa, se eu me medito;
      Se desperto, passou.

      E quem me sinto e morre
      No que me liga a mim
      Dorme onde o rio corre -
      Esse rio sem fim."

      ****

      http://www.insite.com.br/art/pessoa/cancioneiro/160.html

      Fernando Pessoa, 11-9-1933

domingo, 25 de outubro de 2009

O QUE HÁ


O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

sábado, 24 de outubro de 2009

Anjinho

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Batalhas

Nesse momento difícil, desejamos ao Rafael as beneces celestiais que necessita para superar mais essa fase.Acreditamos no desejo sincero de pessoas ao seu redor em vê-lo transpor cada dia,vencedor, essa aguerrida batalha em relação a dependência química e ao Transtorno Bipolar!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Doçura


"Nada nos tenta melhor que uma doçura proibida..."

Doçura enluarada é teu beijo...
Doce e proibido a minha sede!
Insano é meu sonho repetido...
Entrelaçar meu ego sorver esse mel,
Desfazer esse mito, esse amor perdido...
e envelhecer a teu lado, feito gente normal!
Então acordo e sigo a dieta infernal:
Seguir contando os dias esquecendo...
Sufocando em senilidade esse desejo!


Inezteves

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

POEMA XIX...Acróstico


LOUCURAS


Lucidez e loucura se confundem
O
nde palavras voam e se perdem...
U
ma desvairada agonia que consome...
C
oerência distante, voam e retornam...
U
ma luz, um caminho evidente...
R
aras vezes enxergado, sem razões...
A
vida...é assim...uma linda loucura!
S
entida, vivida, abnegada e perdida!

Inezteves

POEminha


“EU INVISÍVEL”


Não tenho essa sombra que me assola,
Trazendo em vida a tênue luz de morte,
Aqui aprendo pois é mundo escola,
Terei enfim na imensidão a sorte...

Agora almejo por aromas energéticos.
Travo em diários e embalsamados dias,
A caça a sons e valores cibernéticos,
Essa morfina que as dores alivia...

Enfim meu invisível despojou-se,
Caiu em redes,em tramas adversas,
Rota e pensamentos ocultos, desnudou-se...
Buscaram reinterpretações diversas!

Meu eu invisível é agora infame...
Que nem sei aquiecê-lo se o devo!
Animada, falta-me auto exame...
Nem da vida, as mortes percebo...

É sim agora a aurora em vida,
Pois não meço ou minto se o digo,
A beleza agora é merecida...
Em verdades silentes eu prossigo!


Inezteves

domingo, 18 de outubro de 2009





EMOÇÕES
Nas noites e nos dias que passei...
Em ventos, tempestades, calmarias...
Nos dias que amei ou que chorei,
Tantas vezes silenciei... o que diria?
Vezes outras falei e magoei...
Quase sempre sem querer...ou eu queria?
Emoções foram tantas que nem sei...
Outra vida igual essa eu merecia...
Mas ainda tenho tempo, eu bem sei!
E arranjo outra história...e seria??
Bem faço agora que repenso e eu sei?
Agora eu posso ser uma boa porcaria!
Pois ao viver a vida que não planejei,
Fui intensa, fui sincera...isso eu queria!
Ser racional é bom...isso eu sei!
Cuidados tenho agora em não ser fria...
E ser cruel demais nessas ações...
Há  momentos de más recordações!
Os ombros que me deixaram chorar...
E riram logo após, sem consolar!
Eu vivo...e canto...e tenho emoções...
Os tolos robotizados, os sem corações...
Deixaram-me ainda ilusões.
Em um mundo que floresce, em visões...
Cheio de gentilezas e pessoas para amar!



INEZTEVES




“A vida inteira busquei explicações
 e deciframentos:
encontrei silêncio e segredo, 
às vezes o conforto de um ombro, 
outras vezes dor."
( Lya Luft)

Mote : EMOÇÕES


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

LEMBRANÇAS DORMENTES


LEMBRANÇAS DORMENTES

Tantas coisas meu bem...
Tantas que nem sei...
Tantas coisas para se lembrar
Tantas outras para se esquecer...

Quero sempre lembrar que sou gente.
Quero lembrar disso, que sou incoerente.
Quero esquecer que teimei em cantar versos...
Que teimei em comer poemas e cantigas...
Enquanto a vida gritava realidades urgentes.
Quero lembrar que foi essa utopia latente,
Que me deu essa certeza, essa dor pungente!
Ah meu bem, quero esquecer, que fui patética...
Quero esquecer que agi de maneira indecente...
Despertando sentimentos adolescentes...
Fingindo ser vulnerável, enquanto resistia à morte...
Sobrevivendo nesse mundo demente...
Amargando as delícias dessa mentira eficiente!
Que acalentei em meus seios ,
abraçada com raios de manhãs...
Um amor odiosamente vão...
Comédia dantesca e sorridente!

Oh céus...é agora o crepúsculo do meigo adormecer!
E tenho que escrever a sina eterna de meiguices...
Não as tolices!
Não ao ódio!
Não a vingança!
Não as culpas!
Eros precisa morrer...
Tantos são os amores castos a alvorecer!
Inezteves
***
Resposta
Mote para o dia 16
“Tantas coisas para se lembrar

Tantas outras para se esquecer”
Marcelo Bancalero

quarta-feira, 14 de outubro de 2009



















14-10-2009
Não seja feliz amanhã professor!

Pegue essa receita e passe adiante!Afinal foi de sonho em sonho, de livro em livro, de letra a letra e de frustração a frustração que você chegou até aqui...
Então não comemore o dia “15 de Outubro”!
Tenho uma proposta decente e cuidadosamente elaborada para você caro amigo...
Dance, pule, ria extravase e seja feliz...
não só no DIA DO PRFESSOR,
mas sempre, pois você é
HUMANO!
Você é um vencedor, pois é formador de pensamentos...
Grite...chore...adoeça...cresça!
Seja verdadeiro e não máquina que te querem fazer ser...moldado em estruturas corretamente organizadas para destruir seus sonhos!
Acalente seus ideais por quanto tempo conseguir...semeia em campos frutíferos sua missão redentora...
SEJA VERDADEIRO...
não se deixe adestrar por gente que não tem berço...por gente pobre de recursos culturais e ricos em discursos!
Atravesse o seu tempo...
Então aí está a receita de felicidade...
Você aposentado, cansado, endividado ou abastado professor...
Que come poeira de giz ou sorve os néctares de uma carreira bem sucedida que começou lá bem longe...no ensino “primário”...fundamental a carreira de qualquer profissional...
FELICIDADES...
***com ou sem pimenta chore de alegria...ou dance e ria...
Comemore mais um ano em sua carreira!

INEZTEVES
INES PEREIRA ESTEVES

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Pensamentos


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

CRIANÇAS...


DIA DAS CRIANÇAS?Não é hoje!

Não, não é só hoje que se deve pensar em seres que não se importam com atitudes desleais, que não se interessam por classes sociais, que precisam ser defendidos, pois são indefesos...São o futuro!Trazem consigo a juventude e o amanhã...Somos responsáveis pelo lixo que despejamos em suas cabeças, pela comida envenenada que servimos em seus pratos ávidos de descobertas...não só pela água que eles beberão, mas pelos mananciais que fazemos hoje, agora, jorrar em seus corações,com nossas promessas de cuidados e nossas esperanças!
Nosso compromisso com elas, inclusive com essa que temos em nós, sempre imortalizada, deve ser dia a dia...e sempre!
Inezteves
Publicado no Recanto das Letras em 12/10/2009
Código do texto: T1861489

domingo, 11 de outubro de 2009

POEMA XI...Acróstico

POEMA XI

Poderia escrever um verso triste hoje...
E mesmo assim não seria a última vez a lembrar teu rosto,
Deixaria tua boca sorridente, por saudade e deboche talvez...
Então eu sentiria esse calafrio, que percorre a alma...

E certamente ouviria tua voz a dizer-me aquelas palavras...

Nunca mais...não existe o nunca mais
Assim, enquanto viver, lembrarei minhas horas...
O teu jeito maroto de impressionar...

Tão ordinariamente, por mera cafajestada???
Eu saberia distinguir o falso do real, vendo teu riso??

Enceno despedidas, crio lampejos esperando...
Sou inconstante nas decisões...não mudo!
Querer-te é meu ideal, meu sonho adormecido...
Um dia palpável, agora passado, ah que pecado!
E assim sigo, nessa sina de viver...
Com tua boca a deslizar recordações em mim
E com minhas mãos a descrever-te sempre bem...
Rogando aos céus, que não te esqueças...
E qual Neruda, digas:"Mi alma no se contenta con haberla perdido"
Inesquecível...pra ti, só para ti quero ser,escuta-me!

POEMA XX


POEMA XX
Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos."

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

       Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

       En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

       Ella me quiso, a veces yo también la quería.
¡Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos!

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

       Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

¡Qué importa que mi amor no pudiera guardarla!
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Yo no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise..
Mi voz buscaba al viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

        Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y éstos sean los últimos versos que yo le escribo.




Pablo Neruda, poeta chileno (1904-1973)


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

TAPE A MINHA BOCA!!!!!!


UM SONHO COR_DE_ROSA:
Se metade do dinheiro gasto para iluminar o Cristo Redentor + a metade do dinheiro gasto nas propagandas, fosse investido em aparelhos para mamografias e ultrassonografias mamárias...UFA!!!