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TEMPO X FICHA LIMPA

  










TEMPO:
 
"Não, Tempo, não zombarás de minhas mudanças! 

As pirâmides que novamente construíste


Não me parecem novas, nem estranhas; 


Apenas as mesmas com novas vestimentas."


GLOBO.COM-Veja a matéria na íntegra no link abaixo:

Segundo Cezar Peluso, a suspensão do julgamento do recurso do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) contra a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano não está condicionada à nomeação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de um novo ministro para a vaga de Eros Grau, que se aposentou em agosto. Após a votação, os ministros cogitaram essa possibildade como forma de desempatar.
Durante o debate entre os ministros, eles também levaram em conta -- em razão do empate -- a possibilidade de seguir o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu pela validade da Lei da Ficha Limpa na eleição deste ano e pela aplicação da lei a casos anteriores à sua vigência.
Roriz teve o registro barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), decisão depois confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por ter renunciado ao mandato de senador em 2007 para evitar um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado, e recorreu ao STF.
A Lei da Ficha Limpa proíbe a candidatura de políticos condenados em decisões colegiadas e que renunciaram a mandato eletivo para escapar de cassação. Com base na lei, Roriz ficaria inelegível durante o restante do mandato e nos oito anos seguintes. Dessa forma, o ex-governador não poderia se candidatar até 2023, quando terá 86 anos.
Os advogados de Joaquim Roriz (PSC) defendiam que a norma não poderia vigorar nas eleições deste ano. Segundo o advogado Pedro Gordilho, o recurso não questionava a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, mas o fato de ter retroagido para modificar um ato ocorrido no passado.
“O dispositivo não pode retroagir em face da renúncia que aconteceu em 2007, porque trata-se de um ato que não seria praticado, se seu autor pudesse imaginar que um dia os tribunais brasileiros iam aplicar a punição retroativamente, punindo de modo implacável uma renúncia legítima”, afirmou o advogado de Roriz Pedro Gordilho.

O que é o AMOR?

Assista ao vídeo recomendado:

CARTA A UM AMIGO

Detalhes



HAM*LET ?
Não quero mais a prisão...
Deixa-me ir meu sultão
Não conheço o país das maravilhas
Sou assim uma doidivanas
Não mereço aprender
Deixa-me ir meu sultão...
Queria encantar-te
Contar histórias de mil e uma noites
Mas nem olhas para mim
Nem vem ouvi-las!
Queria te ouvir falar
Contando teus grandes feitos
Nem vem me ver na prisão!
Estou aqui ressentida...
Não sei se Ofélia ou Gertrudes
Esquecida, e tão sozinha
Deixa-me ir, meu sultão!
Às vezes sou Rapunzel
Noutras bebendo hortelã
Fico as portas das mesquitas, a olhar
Tu prometias libelo,
Disseste que eu era livre...
Pra ir e vir...Mas assim
Feito história remexida
Inacabada nada textual
Presa em tendas de Quedar?
Quais prisões da antiguidade...
Pois não vens, nem pra falar
Tua voz chega-me ao longe...
Mas é tão impessoal...
Sou egoísta, banal...
Sou plebéia apressada
E não gosto de jogar...

Sem saber se vou ganhar
O meu prêmio, afinal!

Liberta-me, meu sultão...
Dessa torre no palácio
E peço-te vem dizer-me
Cara a cara e não em sonhos
Não em cartas nem bilhetes
Quero ver-te e saber
Que és capaz desse mal!
De deixar-me ir embora
Sem cumprir tuas promessas
Sem mostrar os teus tesouros
Teus palácios...Um a um
Quero saber só por ti
Não envies um menino
A saber como estou eu

Estou triste, pelas prendas
Saciada de lembranças
Sedenta de tua voz
Faminta da tua chegada
E esquecendo teu rosto
Estás assim como os mortos
Transformo-te em ilusão
Penduro-te na parede
Guardo-te em selo ilibado
Ah meu sultão, meu senhor
Retiro o véu e já vou
Com abrolhos em meu peito
Viver no mundo real
Contar histórias aos meninos
Falar de ti aos idosos
Reclamar de tua história
De teu quadro mal pintado
De teu desenho mal feito
Tua música esquecida
Teu encanto e despedida
Desprezando a promessa
Feita a mim, tua escolhida!

Ah meu sultão...meu senhor!
Retiro o véu e já vou...

Encanta-me!


Contos de verão

Pássaro Ferido

Um corpo pesado cai
Extenuado tenta voar
Desenganado tangendo
O ar que se esvai
Na goela o canto emudece
Nas asas o peso urge a dor
E o pobre pássaro cai
Uma mão
Tira-o do chão
Salvação?
Ilusão...
Prisão!

Mudanças

AZULEJOS

Azulejos dispostos na parede
Arranham e gastam com o tempo...
Fotografe-os, guarde-os...salvai-os!
Azulejos relíquias tangíveis!

Objetos ...
Lindamente dispostos
Segredos...
Sabiamente guardados!