AO MEU AMADO


07-08-2010


Ao meu amado

Eu me enrusti de mim...

Me enrolei em meu ego inflado e sobrepujei as dores.

Me revirei nos braços do descaso e disse dane-se ao acaso.

Me atrevi, me revirei e revivi...

E aí eu percebi que menti.

Continuo aqui.

Até que a vida me revista em outra vida.

Até que o céu me amanheça em nova vida.

Até que tua visão cósmica me enxergue, ou que eu cega enfim,

Esqueça dessa dor que atrevida volve em mim.

Assim eu prossigo, numa caminhada ao amanhã...

Me deliciando com os prazeres pequenos,

E aguardando os braços de meu Amado...

O único que me entende calada, dormindo, sorrindo.

Ao meu amado, que me consola enquanto teu amor foge...

Eu me dedico... Eu me escondo.

Me refugio e me revisto!

Que rujam montes: Ele me ampara!

Que findem noites:

Ele amanhece!

Que nada mude:

Ele acontece...

Que grite a turba.

Ele emudece!

Minha vontade cala?

Ele me fala!

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