
Andando o lavrador arava a terra
Pensava
na fome,
nas contas,
no dono da fazenda,
no boi preguiçoso!
Porque a barriga roncava? Ele sabia!
O dinheiro não dava? Ele sentia!
O dono não ajudava? Ele sofria!
A fazenda não rendia? Ele morria
O boi passivo sofria...
O arado doía!
A ferida fustigada
pelo ferido lavrador
Nunca sararia?
E o boi mugia!
O lavrador não entendia!
Que linguagem entre os dois haveria?
O arado, o boi e o lavrador
à(s) quarta-feira, setembro 17, 2008 Ines P. Esteves, Rio de Janeiro,Conade Amortece, IASERJ, Ideologia, INEZTEVES, recanto das letras
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