METAMORFOSE


METAMORFOSE

Era um casulo adormecido

Então chegaste a bailar

Com tua fala, enternecido

Com tua sanha a me despertar

Ali fiquei, sem responder

Parada, sem razões para voar

E tu, volvias teu canto para eu viver

E, então de repente, criei asas pra voar

Oh! Inquietantes momentos

Rompi meu casulo afinal

Por noites, dois tormentos

Voejei qual borboleta, ao teu sinal

E tu dizias: Vem, meu bem

Que te quero demais, sou teu

Eu dancei em tua chama do bem

Queimei as asas e o calor ardeu

E tão pouco tempo passou

De casulo a borboleta, afinal

Na louca metamorfose, tudo findou

Estou lagarteando este mal

Dias de verme, dias de dor

Noites de ânsias, casulo sou

Borboleteando, por teu dissabor

Chama maldita, que me assolou

Por vezes sou pirilampo

Ilumino a noite escura

Por vezes ouço teu canto

Aqui, nesta tumba escura

Contradições tão estranhas

Tu me fizeste viver

Teus olhos, em minhas entranhas

Adormeceram a morrer!


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